Você trabalha muito, começa a ter seus resultados, começa a ser elogiado pelos seus clientes. Muita gente começa a admirar você. Muitos, menos uma pessoa. O problema que essa é a pessoa mais importante. Você.

Provável que você esteja sofrendo do que é chamado de síndrome do impostor. Muitos sofrem disso, inclusive pessoas que você admira muito. Olha que engraçado, algumas pessoas te admiram e você não acredita nelas. Você provavelmente admira pessoas que não acreditam em sua admiração. Louco não?

Quando você está para fazer algum tipo de trabalho desafiador, aquela voz interior toma conta da sua mente e te pergunta.

– Quem é você para fazer isso?

– você não merece estar aí

– As pessoas estão rindo de você

– Você é uma fraude e todos vão descobrir

Eu confesso que muitas vezes já sofri disso. A cada treinamento, a cada consultoria, a cada novo processo de mentoria. Muitas das vezes me perguntei se eu realmente poderia fazer isso e ainda mais, se deveria cobrar por isso. Apesar de resultados anteriores expressivos, sempre me perguntava, mas o meu serviço vale algum dinheiro? Ou devo fazer de graça ou bem barato para ganhar mais experiência? Quando para de ouvir essa voz e a razão tomava conta eu pensava, ganhar experiência até quando? Até me aposentar?

Após estudar um pouco sobre o assunto, percebi que muita gente sofre disso. Aliás mais abaixo vamos falar sobre como sair dessa síndrome e claro um dos primeiros passos é estudar sobre. Inclusive achei um artigo interessantíssimo do blog Saia do Lugar. Clica aqui e lê que é demais. Inclusive grande parte que escrevo abaixo é um grande copia e cola dos caras.

http://saiadolugar.com.br/sindrome-do-impostor/?utm_content=68997843&utm_medium=social&utm_source=facebook

Lá eles identificam 5 tipos de impostores, são eles:

O Perfeccionista: Para ele nunca está bom, então dificilmente ele lançará algo novo. Também não se permite falhar, logo não se arrisca muito.

O Super-Herói: Disponível 24 horas por dia, trabalha mais que todo mundo e trbalha demais, sempre sem reclamar. Porém ele se dedica de forma sobrenatural por não acreditar que o que faz em um período normal tem valor.

A criança prodígio: Cresce com um monte de gente dizendo que ela nasceu para o sucesso. Quando adulto se torna extremamente competitivo e não sabe perder.

O Individualista: Abraça o mundo e faz tudo. Até porque ninguém faz tão bem quanto ele. Mesmo que ele não esteja fazendo muito bem por estar abraçando o mundo. Entendeu? Nem ele.

 

O Expert: Mesmo sendo especialista em um assunto, acredita que não está pronto. Sempre há um curso para se fazer, mais um livro para ler. Sempre se sente despreparado.

Em qual você se encaixa?

Mas não paremos por aí, como podemos lutar contra esses vilões?

Como já dito anteriormente, estude sobre o assunto.

Depois entenda que ninguém é bom o bastante. Se você ver filmes baseados em fatos reais, um monte de gente que você admira tem um monte de imperfeições nos filmes.

Aproveite para não fazer comparações. Na maioria daz vezes, nossas comparações são injustas, pois você está comparando o momento de palco da pessoa com o seu bastidor. Ou seja, você percebe o quanto ela faz bem uma determinada coisa com a sua angustia ao fazer algo. Saiba que ela também tem seus fantasmas.

E o mais importante. Faça. Não espere estar perfeito. Pois isso não vai acontecer. Sai fazendo e colha os feedbacks. Se forem positivos, ótimo. Se aparecem oportunidades de melhoria melhor ainda. Corrija tais pontos e faça ainda melhor.

Vamos que Vamos!

 

Rafale Barrêto