Pessoas

As pessoas do seu convívio te pedem alguns trabalhos e não querem pagar? Isso é normal, ok? Acostume-se!

Mas, calma, muita calma…

Eu disse que é comum, mas longe de estar certo!

Confesso que será um texto um tanto quanto reflexivo ao escrever, pois procurei no Google e achei muito pouco material sobre isso.

Mas sinto um grande problema no ambiente empresarial atualmente.

Alguns exemplos:

Para um publicitário: Faz uma logo para mim? Coisa simples mesmo? Você faz rapidinho.

Para um fotógrafo: Poderia tirar umas fotinhos para mim? Coisa pouca.

Para um Web Designer: Consegue dar uma repaginada aqui para mim?

Se você trabalha com serviços, provavelmente você já passou por isso.

Provavelmente, já tenha passado muitas vezes.

E por que isso acontece? Creio que por 3 razões.

  • Serviço é algo abstrato, chamamos de intangível. Então, os consumidores, às vezes, não percebem o trabalho que você teve, o estudo que fez ou até mesmo o valor do resultado entregue. Isso é muito mais fácil de perceber com um bem. Algo tangível que se possa tocar;
  • Alguns profissionais fazem os serviços gratuitos e acostumam os clientes a agirem assim. No ramo de mídia digital, existe um personagem chamado sobrinho. Ele aparece quando após a sua proposta o cliente fala:

– O seu está muito caro, eu tenho um sobrinho que faz por um terço do valor.

  • Barganha pura. O cliente faz a proposta dele, se você aceitar, ótimo (para ele)!

Então, para que mitiguemos esse problema, precisamos pensar em como agir dos dois lados.



Vamos começar então pelo consumidor:

  • Valorize o trabalho dos demais assim como você gosta que valorizem o seu;
  • Entenda que tudo tem o seu valor e saiba negociar de forma que as duas partes se sintam satisfeitas;
  • Entenda que quando o serviço é pago, você pode cobrar pelo tempo da entrega e por sua qualidade. Na maioria das vezes o trabalho teria uma melhoria significativa se você pagou por ele;
  • Se você está acostumado a fazer isso, para que tá feio! Leia meu texto chamado Mendigo Empresarial.

Agora é a hora de pensarmos com a cabeça do prestador de serviço:

  • Antes de tudo, se profissionalize e entregue serviços de qualidade. Se não querem pagar pelo seu serviço, pode ser que não vejam qualidade em você. (Não me julgue, apenas tenha certeza que não é o seu caso);
  • Saiba dizer não! Saiba os valores de seus serviços e monte uma tabela, sabendo qual a variação que seus preços podem ter. Assim você pode pensar em desconto, bonificação, mas não de graça; Importante nesse ponto.
  • Quando disser não, tenha a sua posição. explique a verdade do porque da recusa. Não precisa ficar se desculpando, dizendo que não tem tempo, etc. Não porque você é um profissional e vive disso. Simples.
  • Divida o pessoal do profissional. Nossa mãe já nos ensinava, amigos amigos, negócios à parte. Quando te pedirem algo na amizade, envie uma proposta;
  • Valorize o seu trabalho: Se você não o valorizar, quem o vai fazer?

Agora, mais dois itens importantes aqui:

1) Se você está começando um negócio e não tem condições de pagar por algo que você precisa, ou não está conseguindo atingir os seus clientes, lembre-se de uma ferramenta muito poderosa de milênios atrás. A Permuta!

Sim, se você não tem dinheiro, se pergunte: O que eu posso fornecer de valor para a outra pessoa que ela entenda que vale a pena prestar tal serviço para mim? O mundo é recíproco! Gere valor que gerarão valor para você.

2) Por fim, preciso comentar que o prestador de serviços pode fazer um serviço gratuito como forma de apresentação de seu serviço. E não estou sendo contraditório, certo?.

Pense em uma pequena apresentação de seu serviço, como uma degustação gratuita de um doce maravilhoso, onde após saboreá-lo, o cliente não tem escapatória se não comprar o seu produto.

Se o seu serviço é de qualidade, dê pequenos presentes ao seu cliente, para que ele perceba todo o valor de investir em você.

Se pensarmos assim, todo mundo sai ganhando.

Vamos que vamos!

Rafael Barrêto.