Portugal.

Recentemente encontrei meu amigo Rafael Barreto, com quem tive o privilégio de fazer um curso que mudou a minha vida, o Empretec-Sebrae, e vejo que todos de alguma forma, mudaram de vida. Seja com um simples projeto ou grandes mudanças profissionais ou pessoais, e o meu era mudar país em busca de qualidade de vida.
E quando você resolve que sua vida precisa mudar, nada vai conseguir tirar isso da sua cabeça. NADA. Tudo cai parecer fora do lugar, até que você consiga. E dentre todas as lições que aprendi é que: “sonho sem ação, vira reflexão”, ou seja, precisava agir e começar a planejar começando por definir para onde eu iria. Então que escolhi Portugal usando 4 critérios:
1) Legalidade: parece óbvio, mas muitos esquecem que é preciso saber quais são as reais possibilidades de se conseguir a permanência legal (não vou discutir a questão ilegal). Você pode conseguir através de cidadania, vistos de trabalho ou investidor. No meu caso como tenho a cidadania portuguesa, preferi países da união europeia.
2) Social: é importante antes de escolher um local, que tenha em mente um parente ou amigo que mora ou já morou lá, pois serão eles que irão te dar uma opinião e lhe ajudarão em uma rápida adaptação. Não conhece ninguém? O Facebook está aí para isso (mas cuidado com os espertalhões). No meu caso tenho parentes em Portugal e um grande amigo na Holanda.
3) Estabilização: depois de adaptado você deve levar em consideração o custo de vida, e com certeza Portugal é muito mais baixo do que a Holanda (embora o salário também). Mas se em qualquer país você vai começar do zero, fazendo bicos talvez ou rendimentos do Brasil, Portugal é melhor. E mais precisamente o Porto (onde tenho primos) e não tão óbvio quanto Lisboa.
4) Adaptação: esse é um dos principais critérios que ponderei, veja como:
a) Língua: como eu não tenho inglês, a minha escolha teria que ser mesmo Portugal embora algumas palavras sejam diferentes. Ex: “O puto pegou a bicha para uma pica no cú” – traduzindo: “O menino pegou a fila para uma injeção na bunda”.
b) Clima: e mais uma vez Portugal ganhou. Embora eu prefira o frio, em Portugal o inverno chega em torno de 5 graus na Holanda -15 graus. Meu amigo está há 10 anos na Holanda se adaptou, não sei se conseguiria. Já ouviu a história do “diário de um brasileiro nos EUA”? Não? Então veja, vai morrer de rir e pensar duas vezes: http://www.uhull.com.br/11/09/diario-de-um-brasileiro-nos-eua/
c) Gastronomia: eu amo a gastronomia portuguesa. E se tem uma coisa que você terá que fazer todos os dias além de dormir e beber água, é comer. E ao menos que você faça igual o jogador de futebol Viola que quando jogou na china disse que comia quase todos os dias pizza, você terá que comer a comida local. Ou se você é daquelas pessoas que não vive sem o arroz e feijão, pense bem antes de mudar. Já na Holanda a batata frita é prato principal e não acompanhamento.
d) Gostos: é preciso que você se identifique com o lugar, pois do que adianta fugir dos problemas do Brasil para um lugar que não gosta da comida (como disse anteriormente), da música, da cultura, esporte.
Essas são minhas dicas para você que pensa em mudar de país. Pense bem! No que será necessário (comentarei em uma próxima oportunidade) e no que terá que abrir mão. Se for possível tenha uma experiência de 2 a 3 meses como eu fiz, para ter o máximo de certeza de estar fazendo a escolha certa. Vamos que vamos!

Alan Barros

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