Inovação
  • Consulta realizada na revista HSM Management – Book Summary n° 10

Em seu livro “Inovação e Espírito Empreendedor: Práticas e Princípios. ” Peter  Drucker pega pesado com os aspirantes a empreendedores. Ele não deixa barato, sabendo diferenciar bem o joio do trigo.

A Prática da inovação se dá pelo empreendimento sistemático. Ou seja, empreendedores produzem algo novo e diferente. Destroem criativamente conceitos, transformam valores, desorganizam. Logo, nem todos os pequenos novos negócios dão empreendedores. Não adianta abrir mais uma lanchonete, mais um bar e sim estabelecer uma nova satisfação e/ou uma nova demanda para o consumidor.

Outro conceito importante de Peter é que uma empresa não precisa ser nova e/ou pequena para ser empreendedora. Grandes e maduras empresas empreendem todo ano como a LG, 3m entre outras. Mesmo assim ainda ouvimos empresas que tem dez anos de mercado dizendo que em time que está ganhando não se mexe. Ledo engano.

Para isso precisamos desmistificar a figura do empreendedor. Ele não necessariamente é um capitalista, um investidor ou um empregador. Com frequência ele é um empregado ou alguém que trabalha sozinho. Ainda nessa ideia precisamos entender que o empreendedorismo não é um traço de personalidade, e sim um comportamento. Sendo assim qualquer um pode praticar e se comportar como tal.



Peter ainda assume que empreender não é, necessariamente, prática de alto risco. Os empreendedores precisam aprender a trabalhar com riscos calculados, o que ele chama de princípios da inovação bem-sucedida. Para isso, mister Drucker lista sete fontes de oportunidade inovadora:

  • Eventos inesperados. Sintomas de alguma mudança exterior a empresa ou ao setor de atividade. Ex. Compras online. As empresas que não se adequaram perderam mercado ou deixaram de existir.
  • Incongruência: Essas podem ser:
  1. Na realidade econômica, onde o congruente seria, quanto mais a empresa cresce, mais lucrativa é, porém não é sempre o que acontece
  2. Entre realidade e pressupostos. Quando a realidade é interpretada de modo errado. Pensamos em uma solução, mas essa solução não traz resultados positivos.
  3. Entre valores e expectativas percebidos e reais dos consumidores. Insatisfação é uma grande incongruência.
  4. Em um processo. Ouso em dizer que 99% dos processos podem ser melhorados.
  • Necessidade de processo: Melhorar ou padronizar algo que é realizado.
  • Estruturas de setor e mercado: Como o setor e o mercado se comportam? Compras que a pouco tempo você comprava na sua rua, hoje você consegue comprar em sites que trazem diretamente da China.
  • Mudanças demográficas: Fonte externa da organização que provoca forte impacto sobre o que será comprado. Podem ser mudanças em tamanho, idade, renda, nível de emprego e educação entre muitos outros
  • Mudança em percepção: Décadas atrás a população era obcecada por fast food e alimentos gordurosos. Na atualidade, preferem produtos mais saudáveis
  • Conhecimento novo: Novas teorias e conceitos aparecem modificando nossa realidade a cada dia.

 

Com essas fontes em mãos os empreendedores devem:

  • Abandonar sistematicamente tudo o que estiver desgastado, obsoleto, improdutivo, bem como erros e esforços mal direcionados;
  • Enfrentar o fato de que todos os atuais produtos, serviços, mercados, canais de distribuição, processos e tecnologias têm vida limitada, habitualmente curta;
  • Fazer um diagnóstico da empresa para saber quão inovadora ela é;
  • Formular um plano com metas específicas para inovação

Para finalizar, Peter diz que muitos estão focados apenas na inovação baseada em alta tecnologia e isso faz com que essas empresas tenham pouca administração realmente empreendedora. Para ele inovação é trabalho, e deve concentrar-se no mercado e ser guiada por ele. Não ao contrário.

Ufa, com isso tudo, você está inovando?  Ou só tendo ideias malucas mesmo?

  • Consulta realizada na revista HSM Management – Book Summary n° 10

 

Vamos que vamos!

 

Rafael Barrêto