papel de vítima

Ainda seguindo o livro SUMO de Paul McGee, (se você não leu o primeiro texto, volta lá e leia “ação e reação na inteligência emocional”) hoje falaremos de você se fazer o tempo todo de vítima e para isso temos o termo “troque de camiseta”

Você conhece alguém que faz papel de vítima, na verdade qualquer um de nós faz esse papel de vez em quando. Fazemos isso pois tal ação nos dá um conforto gigante. Seria um colchão inflável para quem estava caindo no chão.

Quando agimos assim, agimos com o que o Paul chama de crise COP. Essa sigla significa Culpar Outra Pessoa e sim, você, eu, todos nós já sofremos dessa crise. Quem nunca usou uma das frases:

– Não é culpa minha…é do meu chefe, do governo, da crise…

– Eu sou assim

– Não tenho sorte

– A culpa é do governo

E daí por diante…

Algumas pessoas realmente acreditam que sua situação atual não tem nenhuma relação com as decisões tomadas anteriormente. Se suas decisões não afetaram seus resultados, não sei mais o que pode ter acontecido.



Pensando assim seria como se colocássemos uma camiseta com a palavra vítima bem grande estampada. Criamos um personagem e começamos a lamentar avida como se fossemos os últimos culpados pelo o que está ocorrendo quando na verdade somos os primeiros. Mcgee percebeu que essa camisa é colocada por quatro razões:

  • Razão 1: Você sente que não tem outra escolha
  • Razão 2: Baixa autoestima e autoimagem negativa. Os eventos da vida podem derrubar sua confiança
  • Tornou-se um hábito. Alguns usam tanto essa camiseta que já parece uma segunda pele sabe? Nem percebem que estão usando.
  • Razão 4: Essa camisa dá alguns benefícios como:
  1. As pessoas te dão mais atenção (te acham chato, mas te dão atenção)
  2. É uma boa desculpa para seus resultados atuais
  3. Ao culpar os outros, você não tem mais responsabilidades

Com tantos fatores a favor, fica difícil tirar a camiseta de vítima. Porém, quando você o faz, mesmo que seja verdade, passa de vítima a sobrevivente. Pois tirar essa camiseta vai contra a tendência, muda o status quo e é preciso coragem.

No entanto, nessa mudança você começa a perceber de imediato as oportunidades que estavam perto de você quando ainda estava estagnado com uma espécie de “camisa de força”

Sendo assim, arranque essa segunda pele e aceite total responsabilidade por tudo o que acontecer com você.

Nesse momento Paul sugere a mudança de algumas formas de se expressar:

Troque:Por:
A vida não é justaSe eu estou insatisfeito, o que eu posso fazer para mudar isso?
Eu sou assim mesmoComo eu posso melhorar?
Não posso fazer nadaSempre há alguma coisa que eu possa fazer
Isso é impossívelVamos achar uma maneira
Quem é o culpado?Como podemos seguir em frente?
Eu sou uma vítimaEu sou um sobrevivente

E ae? Topa trocar de camisa?

Então.. Vamos que vamos!

Rafael Barrêto.