Cooperando

Apesar do mundo em que vivemos ser altamente competitivo, hoje existe uma enorme carência de cooperação. Será então que estamos agindo errado ao promover a competição?

Tempos atrás estava participando de uma pós graduação em jogos cooperativos na Unimonte. Um curso muito bom, mas que por minha situação atual, tive que adiar um pouquinho minha continuidade em tal curso.

Fiz apenas um módulo, mas com um professor sensacional chamado Fabio Brotto. Um professor que me fez enxergar algumas coisas diferentes em meus 36 anos de vida. Aprendi que podemos e devemos viver uns com os outros e não uns contra os outros.

Como duas palavras, gramaticamente tão similares, podem fazer tanta diferença na vida das pessoas. Eu particularmente, nunca gostei de jogar jogo algum, mas na verdade, é que eu nunca fui muito bom em perder. Ganhar não importa o importante é competir…é mesmo? Pra quem? Agora se pensarmos de uma forma que todos jogam, todos ganham e todos fiquem felizes? Sendo assim, faço minhas as palavras de Fabio Brotto em seu livro “Jogo Cooperativos”:

Não sou contra a competição, sou francamente a favor da cooperação.

Pensando bem:

Competição nos afasta enquanto cooperação nos une.

Competição faz quem queiramos vencer, sendo assim, alguém tem que perder, enquanto a cooperação espera que todos ganhemos.

Competição nos ensina a atingir nossos objetivos individuais (na maioria das vezes) enquanto a cooperação pensa no objetivo de seu universo, no objetivo do todo.

Mesmo quando se trata de competições em grupos, os atletas do mesmo grupo, por terem a cultura da competição, começar a competir entre si. Como é difícil trabalhar em grupo. Quantas vezes já ouvi em sala de aula. “Professor, posso fazer o trabalho em gruposozinho? Não meu amigo, não pode, pois a união e saber conviver com as diferenças de cada um é o grande ponto desse trabalho. E quando atingimos nosso objetivo, o resultado é mágico. Como esses momentos das fotos.

Em meu único módulo do curso, recebi um presente muito especial de um anjo chamado Roseli Brunheira, creio que usarei esse texto por toda a minha vida.

Como viver em grupo?

…Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente; Mas os espinhos de cada um, feria os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor. E, por isso tornavam a se afastar uns dos outros. Mas aí, corriam o risco de morrer congelados. Necessitavam fazer uma escolha: Desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante. Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar já que o mais importante era o calor do outro. Sobreviveram!

O melhor grupo não é aquele que reúne membros perfeitos, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue perdão pelos próprios defeitos.

E para você que pensa, “mas o mundo é competitivo” que tal começarmos a mudar essa crença dentro de nós e depois mudarmos o mundo? Tarefa difícil, por isso precisamos desenvolvê-la. Você vem comigo?