Black Friday

Os consumistas de plantão já aguardam ansiosamente pela última sexta de novembro: a tão sonhada Black Friday.

É a tal sexta do ano que promete preços muito bacanas para os consumidores.

Quem não quer, comprar aquela tão sonhada TV com um desconto bacana ou aquele eletrônico com uma parcelamento mais facilitado?

Acontece que muitos sonhos se transformam em pesadelos de sexta para sábado.

Pois, ainda existem grandes problemas nesse dia em nosso país.

Cito alguns deles:

  • Alguns clientes mais animados gastam até o que não podem para aproveitar as super ofertas e depois ficam super endividados;
  • Muitos estelionatários aparecem, oferecendo falsos descontos maravilhosos. Por causa da “isca”, muitos desavisados acabam sendo roubados. Especialmente pela internet;
  • Alguns espertinhos usam esse dia para enganar as pessoas, aumentando seus produtos dias antes e na sexta-feira diminuem o preço. Também conhecido como “tudo pela metade do dobro” Ou seja, fazer apenas uma comunicação para ludibriar o comprador.

Para termos uma ideia, no ano passado, o site Reclame Aqui registrou 4,4 mil reclamações sobre a Black Friday de 2015.

E adivinha?

Esse é um número bom, pois é o menor número de reclamações em cinco anos.

Em 2014, foram mais de 12 mil reclamações.

Provavelmente, as empresas estão aprendendo a usar essa importante ferramenta.



A reclamação campeã é… Adivinhem??

Poi é, propaganda enganosa.

Confesso que apesar desses problemas, eu sou um fã de promoções e logicamente a Black Friday se inclui nisso.

Claro, a Black Friday, de verdade, sem sacanagem por parte do fornecedor.

Para então, aproveitar ao máximo essa santa sexta dos consumidores, sigo algumas dicas. São elas:

  • Desconfie dos preços. Por que um Celular de R$ 4 mil sairia por 10 parcelas de R$ 99?;
  • Procure saber a credibilidade da loja. Isso é fácil e se você não sabe como verificar. Por favor, não compre pela internet;
  • Apareceu uma oferta boa, ótimo. Mas não custa nada pesquisar nos concorrentes antes, né?
  • Verifique o histórico dos preços. O site Buscapé, por exemplo, te dá o histórico de preços de um ano. (Essa eu uso o tempo todo, não só no Black Friday);
  • Se for pela internet, verifique se a página é https, esse “S” depois do http, identifica o site como seguro. Se não aparece esse “S”, não coloque seus dados de cartão de crédito;
  • A última dica eu não conhecia, mas achei interessante. Procure por empresas que tenha o selo “Black Friday Legal” http://blackfridaylegal2016.com.br/

 

Essas são as dicas para os consumidores, mas aqui vai apenas uma para o fornecedor que quer trabalhar bem no Black Friday:

  • Seja honesto e transparente! Não acabe com sua reputação por besteiras. Definitivamente não vale a pena.

É isso pessoal.

Vamos que vamos às compras!

Rafael Barrêto